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O trabalhador está presente. Mas não está lá. E esse custo invisível está destruindo sua operação.

Existe um dado que poucas lideranças conhecem — e que muda completamente a conversa sobre saúde mental no trabalho:

O presenteísmo custa até três vezes mais do que o afastamento por transtornos mentais.

Não é estimativa. É o que aponta o relatório Tendências em Saúde Corporativa 2026 da Acrisure Brasil, baseado em análise de sinistralidade e produtividade de empresas brasileiras de médio e grande porte.

O trabalhador afastado gera custo direto e visível: benefício previdenciário, gestão do processo, cobertura da função. Ruim, mas calculável. O trabalhador presente mas emocionalmente indisponível é um passivo que não aparece na planilha — mas aparece no resultado.

E ele está sentado na sua empresa hoje.

O que é presenteísmo — e por que é tão difícil de enxergar ?

Presenteísmo é a condição em que o trabalhador comparece ao trabalho, mas opera com capacidade cognitiva, emocional e decisória reduzida por questões de saúde — principalmente mental, mas não se resume a isso e vale aqui, avaliar as condições de saúde geral da sua população e sim, isso é compromisso da empresa também!. Ele cumpre o ponto. Participa das reuniões. Responde e-mails. Mas entrega uma fração do que poderia.

O problema para os gestores é que o presenteísmo não tem sinal de alerta óbvio. O trabalhador afastado gera um processo visível. O presenteísta some na massa.

Os sinais existem, mas são frequentemente atribuídos a outros fatores:

  • Queda na qualidade das entregas sem causa aparente

  • Aumento de retrabalho e erros operacionais

  • Desengajamento em reuniões e projetos

  • Colaborador que “nunca tem problema” mas raramente tem ideia

  • Equipes que produzem muito mas entregam pouco

Se você já ouviu algum gestor dizer que ‘fulano está lá mas parece que não está’, você já viu o presenteísmo em ação.

Cabe a pergunta: Esse gestor ao mencionar isso, sabe os riscos? Está fazendo ou fará algo?

O impacto financeiro que ninguém calcula

Para tornar o presenteísmo concreto, veja como o custo se forma na prática. Vamos usar uma base conservadora:

Variável Cenário conservador
Salário médio do trabalhador afetado R$ 4.500/mês
Redução estimada de produtividade 30% (dado médio Acrisure 2026)
Custo mensal de produtividade perdida por pessoa R$ 1.350/mês
Em uma equipe de 50 pessoas (20% afetadas = 10 pessoas) R$ 13.500/mês
Em 12 meses R$ 162.000/ano — invisível na planilha
Custo médio de um afastamento completo (60 dias) R$ 9.000 — visível, registrado, gerenciado

O afastamento custa R$ 9.000 e gera processo. O presenteísmo custa R$ 162.000 por ano e não gera nada — exceto erosão silenciosa de resultado.

E ainda há o impacto no FAP (Fator Acidentário de Prevenção): ambientes com alta sinistralidade por transtornos mentais têm o FAP elevado pelo INSS, o que aumenta diretamente a alíquota do RAT na folha de pagamento — custo que aparece, mas ninguém conecta à saúde mental.

Comparativo: como empresas maduras tratam o presenteísmo

Abordagem Empresas reativas (maioria) Empresas com gestão ativa (15%)
Diagnóstico Nenhum — problema só é visto quando vira afastamento Pesquisa periódica de bem-estar e engajamento com indicadores de alerta
Resposta ao sinal Gestores cobram mais resultado RH e liderança atuam juntos no setor afetado
Dado utilizado Ausências e afastamentos formais Cruzamento entre produtividade, clima, absenteísmo e sinistralidade
Custo médio com saúde Reajuste de plano acima de 10% ao ano Reajuste abaixo de 5% ao ano (pesquisa ABRH 2025)
Passivo trabalhista Alto — sem rastreabilidade de fatores psicossociais Baixo — empresa documenta ações preventivas

Dicas práticas: como identificar e começar a agir ?

Você não precisa de um software caro para começar a enxergar o presenteísmo. Precisa de método:

7. Cruze dois indicadores que você já tem: índice de retrabalho por setor + absenteísmo de curta duração (faltas de 1 a 3 dias). Setores com alta frequência nesses dois dados têm alto risco de presenteísmo.

8. Aplique uma pesquisa de bem-estar trimestral — não uma pesquisa de clima genérica. Perguntas específicas: ‘Nos últimos 30 dias, com que frequência você sentiu dificuldade de se concentrar no trabalho?’ São três perguntas. Anônimas. Fazem diferença.

9. Treine líderes para distinguir desempenho de presença. Isso é extremamente importante! Um trabalhador que entrega menos não é necessariamente desengajado — pode estar com capacidade reduzida por sobrecarga emocional e física. A conversa que o gestor tem (ou não tem) com ele é determinante.

10. Revise as metas de setores de alto risco: metas inatingíveis são o principal fator de risco psicossocial reconhecido pela NR-01. Revise periodicamente se a meta imposta é executável com os recursos disponíveis.

11. Monitore o uso do plano de saúde por CID: um aumento de consultas por ansiedade, insônia e doenças psicossomáticas (gastrite, cefaléia, hipertensão em jovens) é um sinal precoce de presenteísmo disseminado. Receber dados e não fazer nada é um risco imensurável, aliás, nem pedi-los é tanto é digamos dar vez ao risco. Procure especialistas em avaliações deste nível, para acompanhar estes indicadores de perto!

Presenteísmo não se resolve com ginástica laboral. Se resolve com diagnóstico real, gestão de causa e liderança preparada.

O que a HarmonizaQV enxerga quando cruza os dados ?

Em uma das empresas que atendemos, apresentava alta de 18% no retrabalho no setor de distribuição, queda de NPS interno e turnover acima da média da empresa. O afastamento formal era baixo — o que levava a gestão a concluir que ‘a equipe estava bem’.

Quando cruzamos os dados de CID do plano de saúde, frequência de faltas curtas, resultado da pesquisa de clima e feedback dos líderes, o diagnóstico foi outro: 73% dos trabalhadores do setor relatavam sobrecarga emocional moderada a alta. O presenteísmo era o custo oculto que a gestão não via porque não tinha instrumento para ver. Simples assim? Não, foi usado metodologia para esta avaliação tão profunda.

O plano de ação incluiu revisão de metas, capacitação de líderes para escuta ativa e ajuste nos turnos. Em seis meses, o retrabalho caiu 11 pontos percentuais.

Você sabe qual é o índice de presenteísmo na sua empresa? Fale com a HarmonizaQV e descubra como cruzar os dados que você já tem para tornar esse custo visível — e gerenciável.

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